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Novas técnicas para cirurgia da reconstrução mamária


Preocupados com a qualidade dos procedimentos, mastologistas apresentam técnicas inovadoras para melhorar resultados e autoestima das mulheres

 O que Rita, Lilian, Márcia e Gleyzy têm em comum? Todas elas tiveram que retirar parte ou total do seio, por conta de um câncer de mama e aguardam ansiosas por uma reconstrução mamária. Esse sonho será realizado na próxima quinta-feira (20/06), quando serão operadas por especialistas brasileiros e internacionais que utilizarão técnicas inovadoras. As imagens das cirurgias serão transmitidas ao vivo para uma plateia de 300 médicos que participam da Jornada Brasileira de Oncoplástica, em São Paulo. Nos últimos oito anos, esse evento prático ajudou a acelerar o número de cirurgias de reconstrução pelo SUS, já que muitos médicos se especializam e aprimoram as técnicas de oncoplástica.

 

A iniciativa é da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) para tentar diminuir a fila de mulheres que aguardam pela reconstrução. Hoje, apenas 29% do universo de pacientes mastectomizadas consegue realizar essa cirurgia e nem sempre o resultado é satisfatório. A qualidade das cirurgias é outra preocupação da SBM, por isso o movimento de oferecer cursos práticos e inovadores de educação continuada para qualificar cada vez mais mastologistas e cirurgiões de mama com as técnicas da reconstrução mamária, que é uma forte aliada para a recuperação e autoestima da mulher que passa pelo câncer de mama.

 

Rita Xavier Aparecida Martins, por exemplo, foi submetida a uma mastectomia bilateral e teve várias complicações com próteses, passando por sete cirurgias. Agora, ela fará uma cirurgia extensa para reparar as duas mamas. Já Márcia Gomes será operada pelo cirurgião Jean-Marc Piat, fundador do Strasbourg Breast Centre, na França, e que pela primeira vez vem ao Brasil. Ele é especialista na técnica dorsal e fará uma adaptação junto às técnicas brasileiras ainda pouco utilizadas no país para operar a Márcia, que fará a reconstrução com músculos do dorso do próprio corpo, evitando a utilização de prótese.

 

Segundo o mastologista Fabrício Brenelli, membro da SBM que também participará da cirurgia, este é um evento prático cujos médicos podem aplicar as técnicas no dia a dia já na semana seguinte. “Queremos estimular o aumento de reconstruções no país, por isso recebemos tanto cirurgiões interessados em novas técnicas quanto médicos que ainda não fazem mais querem desenvolver”, afirma ele, acrescentando que há inscritos do Equador, Venezuela e Argentina, o que mostra que o Brasil passa a ser referência para a América Latina no que diz respeito à oncoplastia.