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Estudo liga tintura e alisamento para cabelos com incidência de câncer de mama em comunidade nos EUA

terça-feira | 10 de dezembro de 2019

Tingir e alisar os cabelos com frequência pode ser perigoso. É o que sugere um estudo publicado na terça-feira (3) pela revista “International Journal of Cancer”, que investigou a relação destes procedimentos com o aumento de casos de câncer de mama; cientistas do Instituto Nacional de Saúde dos EUA disseram que mulheres afro-americanas estão em grupo de risco.

“Observamos um risco aumentado de câncer de mama associado ao uso de químicos para alisamento e tintura, especialmente entre mulheres negras. Estes resultados sugerem que o uso destes produtos podem ter um papel importante no desenvolvimento da doença”, disseram os pesquisadores em um comunicado.

O estudo avaliou a relação entre o risco da doença com o uso de produtos colorantes e responsáveis por fazer alisamentos ou permanentes nos cabelos em mais de 50 mil mulheres norte-americanas com idades entre 35 e 74 anos.

Frequência no uso

Mais da metade das participantes da pesquisa disse ter passado por algum destes procedimentos estéticos no último ano. Entre as mulheres negras, a concentração é maior: ao menos três quartos disseram ter alisado os cabelos com química no mesmo período.

Durante o período da pesquisa, que durou 6 anos, 2.794 participantes foram diagnosticadas com câncer de mama e destas, ao menos 55% disseram aos pesquisadores que usavam produtos para estética capilar com frequência.

A frequência com que os procedimentos eram feitos foi apontado como chave pelos cientistas: mulheres que tingiram o cabelo uma vez a cada um ou dois meses apresentaram um risco de 60% de ter câncer de mama.

18% dos casos investigados foram relacionados com o uso de produtos para alisamento, que segundo o estudo, são mais usados por mulheres negras, ao menos 74% delas disseram usar o produto enquanto apenas 3% das mulheres brancas reconheceram alisar os cabelos com química.

Tipo mais comum

O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo, dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) mostraram que no ano passado, foram quase 60 mil novos casos.

Ele é relativamente raro antes dos 35 anos. Acima desta idade, sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos.

A prevenção do câncer de mama não é totalmente possível em função da multiplicidade de fatores relacionados ao surgimento da doença e ao fato de vários deles não serem modificáveis.

De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores. Alimentação, controle do peso e atividade física podem reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver o câncer de mama.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é fundamental. Isso porque o câncer de mama metastático pode ocorrer em decorrência da evolução de um câncer de mama detectado e tratado em estágio anterior ou em função do diagnóstico tardio da doença. A realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é importante para que o câncer seja diagnosticado precocemente.

O autoexame é muito importante para que a mulher conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas e assim procure rapidamente um médico. Vale lembrar que o autoexame não substitui exames como mamografia, ultrassom, ressonância magnética e biopsia, que podem definir o tipo de câncer e a localização dele.

Tratamento

O câncer de mama tem pelo menos quatro tipos mais comuns e alguns outros mais raros. Por isso, o tratamento não deve ser padrão. Cada tipo de tumor tem um tratamento específico, prescrito pelo médico oncologista.

Entre os tratamentos estão a quimioterapia e radioterapia, a terapia alvo e a imunoterapia.

Fonte: G1