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Aleitamento materno é fundamental para a saúde dos bebês

quinta-feira | 27 de agosto de 2020

O mês de agosto recebe carinhosamente recebe o nome de AGOSTO DOURADO, numa alusão à definição dada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ao leite materno como alimento padrão, sobretudo na alimentação do recém-nascido. Agosto está chegando ao fim e, com ele, os principais encontros nacionais e promoção e incentivo à amamentação1,2.

Este ano, a campanha da WABA (World Alliance for Breastfeeding Action) trouxe para reflexão o tema “Apoie o aleitamento materno para um planeta mais saudável”, dando enfoque ao impacto benéfico da amamentação no ecossistema, em detrimento, por exemplo, da produção de resíduos e quebra da sustentabilidade ambiental gerada pelas indústrias de fórmulas infantis.

Segundo a Dra. Renata Montarroyos, membro titular da Sociedade Brasileira de Mastologia e consultora em amamentação, se de um lado as estimativas sugerem que o leite materno leva a uma redução de mortalidade na ordem de 13% em crianças menores de 5 anos3, do outro, há estudos que evidenciam uma queda do risco de câncer de mama de até 4,8% a cada 12 meses nas mães que amamentam4, seja por menor exposição ao estrogênio circulante ou por renovação de células do tecido mamário, com remoção de danos no DNA5.

Apesar disso, a OMS revela que apenas 39% dos bebês são alimentados ao peito de forma exclusiva nos primeiros seis meses em nosso país. “Isso pode ser reflexo de carência de informações em relação aos benefícios desse ato ou pela falta da rede de apoio familiar e profissional dessas mulheres (tendo em vista que a maioria delas não goza de licença maternidade necessária por seis meses), explica a Dra. Renata, completando que há ainda um baixo número de profissionais habilitados em promover uma política convincente de amamentação.

A Sociedade Brasileira de Mastologia através de seus associados apoia a Campanha de Aleitamento materno e ressalta a importância da orientação à gestante desde o pré-natal até a consolidação do processo de amamentação. A estruturação de uma rede de apoio é fundamental e o mastologista tem um papel central neste processo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

  1. World Health Organization, 2009.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da Criança: Nutrição Infantil, 2009.
  3. Jones et al, 2003.
  4. Collaborative group on hormonal factors in breast cancer, 2002 
  5. Victoria et al. Breastfeeding in the 21st century: epidemiology, mechanisms, and lifelong effect. LANCET, 2016.