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+ Acesso + Respeito é o alerta da SBM neste Outubro Rosa

terça-feira | 8 de outubro de 2019

A Sociedade Brasileira de Mastologia quer chamar a atenção para a falta de acesso das mulheres ao diagnóstico precoce e ao tratamento do câncer de mama

+ Acesso + Respeito – Todos Contra o Câncer de Mama. Este é o alerta da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) neste Outubro Rosa. A ideia é chamar atenção da população e do poder público para a falta de acesso das mulheres ao diagnóstico precoce e ao tratamento do câncer de mama, que ainda são um grande gargalo no Brasil. Cerca de 60% dos casos chegam aos consultórios em estágio avançado, principalmente as pacientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e isso deve-se, essencialmente, às dificuldades para agendar consultas e exames, a demora para ser chamado e, assim, receber o diagnóstico e iniciar o tratamento.

A mamografia é o único exame aprovado para detectar o câncer de mama porque consegue identificar microcalcificações que podem representar o sinal mais precoce de malignidade ou nódulos menores de 1 centímetro, que não são possíveis de palpar clinicamente. Mas um levantamento realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia e pesquisadores da Sociedade Brasileira da Mastologia indica que o acesso a esse exame está longe de ser difundido na rede pública. O problema não é exatamente a falta de equipamento, mas a má distribuição dos mamógrafos.

De acordo com a pesquisa, o número de 2018 foi o pior em seis anos. Em 2017, apenas 24% das mulheres na faixa etária entre 50 a 69 anos conseguiram fazer a mamografia. Em 2018, esse número caiu para 22%.  A dificuldade de acesso à mamografia impede o aumento do diagnóstico precoce, que é importante porque aumentam as chances de cura em até 95%.

Segundo Antônio Frasson, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, embora exista a lei nº 12.732/12, que obriga as pacientes iniciarem o tratamento em até 60 dias a partir do momento que recebe o diagnóstico, ainda é grande o número de mulheres que não conseguem ser atendidas dentro desse prazo. “Um outro problema que identificamos é a falta de informação. As mulheres fazem o autoexame, não encontram nódulos e acham que estão protegidas, quando na verdade o diagnóstico precoce poderia ser identificado muito antes, através da mamografia, em tumores não palpáveis. Por isso a nossa recomendação de realizar o exame anualmente, a partir dos 40 anos, mesmo sem apresentar sintomas”, explica Frasson.