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SBM debate políticas públicas voltadas para câncer de mama

segunda-feira | 8 de abril de 2019

Encontro será com diversos atores durante Congresso Brasileiro de Mastologia. Carta/manifesto será redigida para ser entregue ao ministro da Saúde e à procuradora Geral da República

Os principais gargalos do acesso das mulheres à prevenção e ao tratamento do câncer de mama no país será a premissa do Fórum de Políticas Públicas, que acontecerá nesta semana na Barra da Tijuca, no Rio. Com a presença dos principais mastologistas do Brasil, além de gestores de todas as esferas governamentais, apoiadores das áreas técnicas relacionadas com o câncer de mama, pesquisadores interessados nos processos de tradução do conhecimento científico e sociedade civil do Brasil e do exterior, o Fórum acontece no 10/04, primeiro dia do Congresso Brasileiro de Mastologia, e os organizadores estudam, ao final do evento, redigirem um carta/manifesto para ser entregue ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e à procuradora Geral da República, Raquel Dodge. O objetivo é chamar a atenção para os principais problemas, dentre eles, o não cumprimento da lei dos 60 dias que prevê o início do tratamento no prazo máximo de 60 dias a partir da assinatura do laudo patológico ou em prazo menor conforme necessidade terapêutica da paciente.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Antônio Luiz Frasson, um dos principais papéis da entidade é debater projetos e inovações que possam viabilizar o acesso mais rápido das pacientes ao diagnóstico e tratamento adequado do câncer de mama. “Num país de dimensão continental como o nosso, os problemas são muitos e variam de uma região pra outra. No entanto, podemos afirmar que há uma dificuldade de acesso tanto para a prevenção, passando pela realização da mamografia, quanto para o tratamento. E é preciso maior fiscalização nesse sentido”, afirma o mastologista.

Segundo ele, o problema é bem complexo, pois muitas vezes há o acesso aos métodos de imagem para diagnóstico das alterações (sendo clínicas ou não), mas em seguida se depara com a enorme dificuldade para elucidar os casos. “Em muitos casos, por exemplo, da primeira consulta até o acesso à biópsia demora até seis meses”, revela Frasson.

De acordo com André Mattar, mastologista do Hospital Pérola Byington – Centro de Referência da Saúde da mulher em São Paulo, que falará no Fórum sobre as “Dificuldades para elucidação dos casos suspeitos”, este tempo é até maior quando se trata de alterações não palpáveis (especialmente microcalcificações). “Em alguns locais simplesmente não se consegue investigar ou ainda, a investigação pode demorar mais de um ano. E sabemos que a chance de cura está relacionada ao estágio inicial e com o atraso de diagnóstico estamos diminuindo a porcentagem de cura, e, sem dúvida, aumentando o número de óbitos e os custos da saúde já tão prejudicada”, esclarece.

Para Waldeir de Almeida Júnior, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e que representa a SBM no estado mineiro, apesar de controvérsias na literatura médica, há evidências que o rastreamento do câncer de mama leva ao diagnóstico precoce da doença, permitindo a redução da mortalidade e tratamentos menos agressivos. O rastreamento realizado de forma organizada atinge uma parcela adequada (70%) da população feminina sem sintomas da doença e se faz o rastreamento sistematizado, com intervalos regulares. Mas se realizado de forma oportunística, quando uma mulher vai a um serviço médico, tendo a solicitação de mamografia, sem regularidade no intervalo de pedidos, sem atingir a população alvo necessária para o controle adequado não tem a mesma eficácia, assim, não tem efetividade na redução da mortalidade do câncer de mama e é mais caro para o sistema de saúde. “Infelizmente, no Brasil o rastreamento existente é o oportunístico, limitado por problemas logísticos, econômicos e socioculturais”, alerta.

CONGRESSO BRASILEIRO

A Sociedade Brasileira de Mastologia promoverá, entre os dias 10 e 13 de abril, no Rio de Janeiro, a 22ª edição do Congresso Brasileiro de Mastologia, no Rio de Janeiro. O encontro será especial porque também celebrará os 60 anos de fundação da entidade. Quinze palestrantes internacionais já estão confirmados, o que promete ser o maior encontro de mastologistas dos últimos anos. Discussões inovadoras sobre novas técnicas, tratamentos e medicamentos serão o foco, inclusive com um painel dedicado ao pós-St. Gallen International Breast Cancer Conference, que acontecerá de 20 a 23 de março de 2019, em  Vienna, na Áustria.

Para os médicos, será uma boa oportunidade de conhecer os maiores speakers internacionais como Armando Giuliano (USA), Emily Conant (USA), Eric Winer (USA), Jeniffer Bellon (USA), Jorge Reis Filho (USA), Mario Rietjens (IT), Monica Morrow (USA), Otto Metzeger (USA), Tari king (USA), Fernando Schmitt (PT), Troy Bremer (USA), Bastiann Van der Baan (USA), Jose Pablo Leone (AR), Ian E.Krop (USA), Rachel Freedman (USA), Tari King (USA), além dos renomados especialistas nacionais.

No pré-congresso, dia 10/04, também serão discutidos temas como hormonioterapia, doenças benignas complexas, cirurgia oncoplática, genética, patologia. Já entre os dias 11 e 13 de abril serão abordados a evolução da cirurgia do cancro da mama, perfil patológico e genômico, papel da irradiação node regional, planejamento da radioterapia após o pcr, a evolução do tratamento sistêmico adjuvante, pacientes de alto risco e pacientes de alto risco, entre outros. Toda a programação pode ser conferida no site www.mastologia2019.com.br

SERVIÇO:

Evento: 22°Congresso Brasileiro de Mastologia
Data: 10 a 13 de abril de 2019
Local: Windsor Barra Hotel

Endereço: Av. Lúcio Costa, 2630 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro

Site e inscrições: http://mastologia2019.com.br/

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