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Por que o câncer de mama tem tantos tratamentos diferentes?

Última atualização em 17 de Novembro de 2011.
Autor:
SBM - Sociedade Brasileira de Mastologia

O câncer de mama, como qualquer outro câncer, é uma doença complexa e assim o seu tratamento também é complexo, necessitando de vários tipos de tratamento, cada um com um papel diferente objetivando a mesma coisa, o controle da patologia.

A mama é um órgão muito importante para toda mulher. A função principal da mama é produzir leite, que alimentará seus filhos. A mama é o órgão que identifica a mulher socialmente e assim exerce importante papel estético e é cultuada pela mídia como tal.

A origem do câncer de mama é multifatorial e por isso não sabemos quem terá a doença durante a sua vida, portanto todas as mulheres devem fazer exames periódicos para possibilitar a detecção precoce do câncer de mama ou, melhor ainda, detectar lesões pré-cancerosas. Isto porque quanto menor o tamanho da doença menos agressivo será o tratamento.

O câncer de mama pode ser tratado por cirurgia. As cirurgias visam tratar a doença localmente, isto é, retirar o tumor da mama procurando não deixar nenhuma célula cancerosa. Quando não for possível retirar todo o tumor ou quando não se tem certeza se restarão células alteradas, deve se retirar toda a mama afetada. Porém, o tratamento cirúrgico em que se retira toda a mama (mastectomia) causa grande dano estético, funcional, psicológico e sexual.

Por isso, a medicina procura soluções para minimizar este dano. Conseguiu-se provar que para tumores malignos pequenos, a cirurgia em que se retira apenas o tumor com um tecido livre de doença (cirurgia conservadora, setorectomia, quadrantectomia) é tão eficiente quanto à mastectomia.

Quando a paciente é submetida a uma setorectomia por tumor pequeno se almeja a retirada de todas as células tumorais, mas como permanece tecido mamário, não se pode ter certeza que foram retiradas 100% das células alteradas. Para completar o tratamento local, procurando diminuir ainda mais a possibilidade de haver células tumorais após a cirurgia conservadora e a doença retornar na mesma, é indicado então o uso de radioterapia.

A radioterapia é um tratamento que destrói as células alteradas diminuindo deste modo a chance de haver a volta da doença na mama operada.

O tratamento de quimioterapia é outra potente arma que temos para esta batalha. A quimioterapia é realizada através de drogas que podem ser injetadas na circulação ou em forma de comprimidos orais. Estes medicamentos podem matar células cancerosas alojadas na mama ou que tenham conseguido sair da mama e ter alcançado outros órgãos (metástase) ou que estejam ainda na circulação. Pode ser utilizada para tumores grandes, antes de uma cirurgia, na tentativa de diminuir seu volume e ter a chance de proporcionar uma cirurgia menos agressiva. Também é utilizada após tratamento cirúrgico como complementar e em pacientes que apresentam metástases que ainda não receberam nenhum tratamento ou mesmo naquelas pacientes que já sofreram algum tipo de tratamento, mesmo que tenha sido uma quimioterapia.

As biópsias de tumores malignos de mama devem ser submetidas a estudo de receptores hormonais e de marcadores tumorais para determinar se estes tumores dependem da ação dos hormônios produzidos principalmente nos ovários, como o estrogênio e a progesterona, para evoluírem ou se responderão a medicamentos imunológicos que impeçam seu crescimento. Se os receptores hormonais forem positivos, a paciente deve tomar medicação por pelo menos 5 anos. Se o marcador tumoral (HER-2) for positivo a paciente de tomar medicação injetável ("vacina") por 1 ano.

Então, devido a esta multiplicidade de fatores envolvidos na origem e crescimento dos tumores malignos da mama é que foram desenvolvidos tantos tratamentos diferentes na intenção de atingir a doença de todos os ângulos possíveis, possibilitando uma maior chance de cura e controle. Afinal, é muito melhor ir para uma batalha com a maior quantidade de armas possíveis, aumentando a chance de vencer um inimigo tão astuto.

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O conteúdo deste site tem o intuito de apenas informar aqueles que têm dúvidas genéricas sobre o câncer de mama. Para a análise de um caso clínico particular, como tratamento, prognóstico e outras dúvidas deve ser consultado um médico especialista, que fará todos os exames necessários para lhe orientar adequadamente.

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